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“A Valsa da Morte” de Ana Azevedo

Na mansidão da morte
Triste permanência
A valsa do desespero
Ilude a sua essência

Com algum choro veio
Com um só suspiro regressou
Só a esperança mantém vivo
Quem pelo qual chorou

A tensão desgasta a crença
Acaba o tempo do supor
Só quem não passa por isto, pensa
Que o tempo apaga a dor

Quando acaba a dor contínua
Começa a dor esporádica
Esta por ser muito intensa
Não há palavra mágica

Quem consegue superar
Pode considerar-se um sortudo
Porque se por isto de novo passar
Não vai fazer nenhum absurdo

O silêncio de não estar
É o mais ensurdecedor
Dos barulhos que ouvi,
Pois deixa gritar a dor

O embalo da vida
Empurra-nos para a sepultura
Por mais que queiramos ser felizes
No vazio enche-se a amargura.

by Ana Azevedo

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