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“Diz ele a ela… devias escrever uma carta de amor” de Mariana Luz

Diz ele a ela devias escrever uma carta de amor, e ela respondeu: não preciso de cartas de amor nem de merdas parecidas, sabes demais o que somos e o que és!

Nada muda o que ela sentia com as suas poucas palavras, elas são sempre fracas! Queria ele que ela lhe jurasse que o amava, o que ele pretendia era um sempre para sempre! Devia ela escrever tal carta de amor? Palavras fracas demais, no papel soa melhor é papável e lido… é sentido… ela não precisava disso para o amar mas ele precisava de uma pequena carta de amor, ela perguntava-se qual a diferença entre gestos e palavras se um olhar vale muito mais que mil e infinitas palavras fracas de amores perdidos!

Ele queria, ela escreveu!

“Querido Pedro, passaram duas semanas e dou por mim a desempacotar as caixas na residência da escola, precisava tanto de dizer-te o quanto achei engraçado ver dois idosos abraçados quando saía do metro e senti que o tempo passou por nós, passou e nem vimos! Queria tanto ter-me zangado quando parti, sabia que não ia voltar mas deixei que o coração voasse nas palavras que escrevo agora…que me pediste um dia. Eu não sei se os dias aqui serão fáceis, para mim, imagino o tempo a passar tipo bala porque é tudo isto que sempre quis aquilo que sabia que me esperava, e tu ficaste na nossa vila nas mesmas ruas, as mesmas lembranças de mim a rir-me das minhas palhaçadas e tu a sentires falta de me ouvires dizer és tão parvo! Os dias ai são mais difíceis eu sei, não queria estar no teu corpo, na tua alma. Não me interpretes mal, só não consigo me imaginar ao teu lado, o teu ponto de vista da distância para mim não é a mesma distância que me separa de ti, a tua é muito mais longa, mais dura. Aqui não sinto as nossas ruas, não sinto os nosso risos, não sinto os nosso abraços é tudo tão novo, é tudo aquilo que eu sonhei que tenho medo que vire pesadelo! Ainda me lembro do que disse, ás vezes o amor dura outras vezes fere e há outras vezes que é tão egoísta, e como me sinto egoísta quero-te igual… mas quero tanto isto que por momentos esqueço-me do teu abraço! “

by Mariana Luz

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