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“Credo” de Edgar Semedo

 

meu deus,
pai nosso que estás em todo o lado,
como dizem,
avé maria,
cheia de graça, de brilho, de cheiro a flores mortas, credo no cheiro quente da cera das velas,
a procissão nas ruas vazias,
como um grande coração,
a cidade do meu corpo nu,
o suor do sexo imaginado,
masturbado,
violado.
Chove, a minha alma vazia,
as mãos vazias,
deus,
pai nosso,
avé maria,
alguém,
mas se puder ser
que sejas tu.
by Edgar Semedo

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