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“Asas do Desejo…” – 6ª Parte do “Diário de Quem Ama…” de Dany Filipa

 

Asas do Desejo…

Era o primeiro dia de Outono, uma das estações do ano que a jovem mais gostava. Os parques de lazer eram os locais que na época mais gostava de frequentar. Para ela era mágico ver as folhas acastanhadas a caírem das árvores e sentir a brisa do vento tocar-lhe no rosto e fazer voar as folhas. Tal como a estação do ano, também para Sofia era uma época de renovação, em que normalmente passava horas e horas a discutir em pensamento consigo mesma, o que havia a mudar na sua vida.
Às 7h da manha, Sofia sai de casa com a sua máquina fotográfica atrás e bem agasalhada dirige-se para um parque cheio de árvores que havia a poucos quilómetros do local onde ela vivia. A música sempre a acompanhava. Ajudava a renovar a sua mente.
“E no ar eu solto as asas do desejo, onde brilham cores vivas para ti e no mar eu te mergulho com um beijo e te trago em braços para ao pé de mim” – a música transparecia saudade, amor, basicamente tudo o que Sofia sentia. Vivia tempos difíceis, tempos de angústia, desespero …
Muito tempo já havia passado, muita coisa já tinha acontecido e tantas outras coisas na sua vida haviam mudado, só uma coisa se mantinha igual. O amor que sentira dentro de si…
Depois daquela noite em que ela se encantou com os olhos cor de mel do jovem misterioso, que lhe deixara um papel no vidro do carro, a jovem mal dormira durante a noite a pensar quem poderia ele ser e como poderia voltar a encontrar aquele jovem encantador. Mas nada ela sabia dele, nem nome, nem onde vivia. Poderia ser um simples turista. Era difícil ela voltar a encontra-lo e ela sabia-o.
Naquela manha fresca, a jovem saíra de casa bem mais cedo que o normal, vestida a rigor para ir andar a pé a beira-mar. Quase uma hora depois, Sofia instala-se confortavelmente numa pastelaria, mesmo ao lado do local onde vira o jovem misterioso. Obvio que a escolha do local para tomar o pequeno almoço não fora ao acaso. A manha estava bonita, os raios de sol brilhavam nas ondas mar. Sofia estava tão atenta que nem tomara atenção ao empregado do estabelecimento, que chegara junto dela para saber o que ia desejar. Limitou-se a pedir muito distraída, um compal de pêssego, sua bebida preferida e uma torrada. Enquanto aguardava e admirava o mar, a jovem ia desviando o olhar para o local onde vira o jovem na noite passada. De tão distraída e ‘empenhada’ que estava a tentar ver se reencontrava o jovem, nem se apercebeu do erro que estava a cometer!
– Com a sua licença – refere o empregado de mesa da pastelaria, enquanto colocava o pequeno almoço de Sofia na mesa. Ela não desviava o olhar do local do encanto, apenas largos segundos depois é que ela se inclina para tomar o pequeno almoço. Permaneceu sentada na esplanada da pastelaria, cerca de vinte minutos, sempre desviando o olhar, para ver se o via. Com a hora de mais um dia de trabalho a aproximar-se a jovem desiste de reencontra-lo e pega no papelinho que continha a quantia a pagar. Estupefacta fica, quando lê:
“Por alguma razão, que até hoje desconheço dizem: ‘O destino decide quem passa por nossas vidas. O coração escolhe quem fica…’ – no meu coração, fica o brilho do teu olhar. Obrigado por me procurares. Se o destino assim quiser, há-de nos voltar a cruzar”.
As suas mãos tremiam os seus lábios sorriam. Correspondendo ao seu pensamento, muito rapidamente Sofia levanta-se da cadeira onde esteve durante largos minutos, esperando ver aquele jovem de olhos cor de mel penetrantes, quando tal obsessão fez com que cometesse um erro. Ele tinha lhe servido o pequeno almoço, pensara ela.
Rapidamente dirige-se para o balcão. Queria voltar a vê-lo, não sabia o que lhe dizer, mas isso de momento não interessava. No balcão encontra uma senhora com cerca de quarenta anos, pede-lhe para falar com o empregado que a havia servido, mas ele já não se encontrava. Tinha recebido um telefonema e pedido para se ausentar, sem certezas se ainda naquele dia voltaria ao trabalho.
Frustrada, Sofia abandona a pastelaria e dirige-se para casa, para se preparar para mais um dia de trabalho. Após o trabalho ela iria passar na pastelaria, para o ver.

by Dany Filipa

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One thought on ““Asas do Desejo…” – 6ª Parte do “Diário de Quem Ama…” de Dany Filipa

  1. E a historia avança, aumentando a curiosidade do leitor em relação ao eventual encontro, que guardará o destino para o jovem casal? E que curvas e contra-curvas da vida terão trazido a jovem ao momento de angustia em que se encontra? Ansiosa por saber/descobrir mais!
    Beijinho grande em ti!
    Inês

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