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“…Estação da Vida…” de Hugo Moreira

Compramos o bilhete,

Onde não há preço nem destino conhecido,

Guardamos os bens e os clichés,

Pois nem o maquinista terá o trilho sabido.

Máquina poderosa que a podemos conduzir,

De certo, por tempo indeterminado,

Existem fases que teremos apetecias para a corrigir,

Outras porém que nos mantêm descontrolado.

Toda ela é de passagem,

Toda ela comporta uma bagagem de experiências,

Muitos vivem-na na miragem,

Outros aproveitam-na com conveniências.

É como esperar por algo que se sabe,

É a paragem da reflexão,

Nesta estação nem tudo Pára,

Muita coisa passa sem termos a noção.

Muitos caminhos fora do trilho,

Muitas agulhas por arranjar,

Mas o comboio segue cambaleando muitas vezes sem brilho,

Até a uma nova etapa chegar.

É o contra relógio apressado,

É a buzina que ensurdece,

É deixar a estação antiga no passado,

E pensar na presente futura que aparece.

Vida, de olhares rápidos de vidraça,

Entre estações e apeadeiros,

Muita intuição e esperança,

Para triunfar e dar os passos certeiros.

Tempo de rasgar mais um bilhete de viagem,

Onde fiscalizaram muitos revisores,

Ainda oiço o barulho da cravagem,

Tantos passam por malfeitores.

O comboio parou,

Desço-o deslumbrando a paisagem,

Maquinista deu o sinal que terminou,

Até a próxima estação de carruagem em carruagem…

Boa viagem…

By Hugo Moreira

Foto: Hugo Moreira

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