Poesias

“Supérfluos, idiotas” de Olga Alves

 

Supérfluos, idiotas

venha a nós o vossa reino e é feita a vossa vontade.

invocam espólios de Sophia como carraças

tagarelam a pobreza quando saem do teatro

mas não a vêm

não olham nos olhos das ciganas que estão à porta da igreja

com medo de se sujarem

e o troco do Bufete a servir de gorjetas à podridão que criam

que lhes convém

que lhes é útil.

é na verdade o verbo que principiam.

by Olga Alves

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