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“As intermitências da vida…” de Inês Dunas

Erguem-se os minutos, como muros embandeirados,
publicitando distancias ténues…
Há um vazio preenchido de lutos e sonhos desfeitos,
estilhaçados pelas opiniões medíocres dos outros,
provando os olhares reprovadores que trazem as dores
a cada momento…
Existem romances contrafeitos,
alugados, copiados, ou falsificados,
por memórias roubadas a casais intemporais
que morreram precocemente porque tinham experimentado
e sugado o melhor da vida…
(Não fazia sentido
descer do cume das emoções e ser banal
e acordar com mau hálito, ou envelhecer,
ou simplesmente ter falta de erecção…)
A morte pode ser o Cristo redentor do Amor…
A perfeição tem uma esperança de vida reduzida!
Não tem razão de ser, andar por cá, muito tempo,
se se achou e teve aquilo que procurámos sempre…
A cruzada termina e o soldado despe a armadura
e arruma a espada…
(O que lhe chamamos agora?)
Vivemos aquilo que a vida nos põe na mesa,
na certeza porém,
de que não adianta reclamar,
se está salgado, ou insosso,
ou existe alergia alimentar…
Ela venda-nos os olhos e obriga-nos a comer,
garfada, a garfada…
Às vezes, podemos optar pela peça de fruta…
(Para nos sentirmos a dominar alguma coisa…)
Mas foi ela quem foi a mercearia escolher tudo…
Viver não custa…
Custa aceitar viver, continuar e ser feliz!
E esta é a única sabedoria que tenho.

by Inês Dunas

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