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“Memória” por Nuno Quintela

A memória trouxe-me ate á areia,
Um vasto areal molhado por água salgada,
Pegadas deformadas pela mesma,
Rochedos desgastados,
Cobertos por lapas e mexilhões…
Cada grão de areia tinha a sua história,
Umas breves,
Outras sem fim…
O meu grão ainda continuava lá,
Pronto a recordar-me os bons momentos,
Vividos ao luar,
Ao som das ondas,
Em que a nossa pulsação era tremenda,
Quando os nossos lábios se tocavam,
Quando os nossos olhos fixavam o infinito,
As estrelas jamais imaginavam um fim assim…
Fica na memória,
O que preenche este leve grão,
Não quero apagar,
Nem tão pouco deixar que o mar leve este grão para o abismo,
Quero sempre lembrar como eram tão belos os nossos sorrisos…

by Nuno Quintela

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