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“A boa educação parece ter caído em desuso” de Rosário Palma

A boa educação, à partida, não deve ser uma coisa genética.

Mas pode ser, desde que os pais ou familiares, incutam nas crianças determinados valores que parecem estar a cair em desuso.

Cabe aos pais começar todo um trabalho, no que respeita à educação dos seus filhos, que a escola vem complementar.

Na escola, não se ensinam só as crianças a ler e a escrever. Existe todo um trabalho, por parte dos professores, exaustivo no sentido de, também, lhes dar educação.

Trabalho este, muitas vezes pouco reconhecido.

Estes professores que têm turmas exageradamente grandes, têm um programa escolar a cumprir, ensinar as matérias e, muitas vezes, desdobrarem-se em professores e pais, para que as crianças de hoje tenham alguma educação.

Não custa muito aplicar algumas palavras como: obrigada, por favor, bom dia, boa tarde. O novo Acordo Ortográfico trouxe algumas alterações, que no início, pode baralhar um pouco mas não aboliu, nenhuma das palavras que eu referi.

Elas continuam a fazer parte dos Dicionários e da língua portuguesa.

Não são estas pequenas ou grandes crianças que têm a culpa, porque o exemplo deve começar no seio familiar.

Quando os pais acham que é dever da escola ensinar tudo, esquecendo a parte que lhes cabe, que exemplos estão afinal a dar aos seus filhos?

A boa educação não se mede pela Formação Académica mas sim pela formação pessoal de cada um e, aqui, pais bem educados conseguem ter filhos bem educados, mesmo não sendo genético mas porque estes pais, até podem ser empregados de limpeza, trolhas, ou calceteiros mas têm educação suficiente para passar aos seus filhos, fazendo assim a parte que lhes cabe e não delegando na escola e nos professores o trabalhos de pais e de professores.

O Sistema de Educação em Portugal, todos nós  sabemos,  não é o melhor, mas se as crianças trouxerem do seio familiar uma boa dose de educação, facilita muito as coisas. Porque ser pai ou mãe, não é só ter crianças, é saber educa-las, dar-lhes atenção, conversar com elas, porque os nossos filhos precisam de atenção por parte dos pais. Quem manda o filho jogar PlayStation, porque não quer perder a novela ou o jogo de futebol, está a esquecer-se que os filhos crescem rapidamente e, no dia que quiserem dar-lhes atenção ou conversar com eles, apercebem-se que já são praticamente uns homens, nessa altura já são os filhos que não querem “perder” tempo a ouvir os pais, porque há uma altura certa para tudo na vida.

by  Rosário Palma  

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