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“Foi quando te vi” de Casimiro Teixeira


É assim que a alma é.

Um lume egoísta que arde sem razão,

Na altura exata deste trapézio solto,

que balança apenas ao sabor de uma fé,

incendiada no momento daquela união,

de uma mente perdida e um coração revolto.

É assim que nasce o que é poesia.

Um dizer sem sentido, e de muito querer,

somado em tudo que nunca esqueci,

e aberto à luz ardente de um dia,

que fiz ser real pela vontade de o viver,

Aquele mesmo em que por acaso te vi.

É assim que a abraço, e assim deve ser.

Cada linha é um sopro, um desabafo, um suspiro,

uma palavra colocada no lugar de uma emoção.

É assim desta forma que te quero descrever,

Como uma ave assustada fechada num retiro,

No côncavo cerrado do meu coração.

by  Casimiro Teixeira 2001

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