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“Alegria Disfarçada” de Rosário Palma

Uma lágrima escorreu-lhe na face

Cerrou os olhos por breves momentos

E como se já nada mais importasse

Deixou-se levar nos seus pensamentos.

Ao som dum vinil velho e riscado

Imóvel e serena, assim ficou

Lembrando momentos do seu passado

E a ferida no peito que nunca sarou.

Pegou numa garrafa quase vazia

Bebeu p’ra brindar ao quê sem saber

E nesta sua falsa alegria

Dançou uma valsa ou outra coisa qualquer.

Num sentimento já meio confuso

Assim já meio embriagada

Sentiu-se tão vazia de tudo

Sentiu-se tão cheia de nada.

Veio a noite escura e fria

Que não tardou em chegar

Calou-se de vez a melodia

Que o velho vinil parou de tocar.

By Rosário Palma

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