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“A Mulher” de Casimiro Teixeira

Esta é a forma feminina,
um nimbo divino que exala da cabeça aos pés,
e atrai com uma feroz e inegável atração.
Sou sugado pelo seu suspiro de menina,
como se não fosse mais que um vapor indefeso, (que nem vês)
e tudo desaparece. Fico eu e ela nessa visão.

Livros. Arte. Religião. Tempo.
O visível e indivisível, e até mesmo o sólido mundo,
E o que se espera do paraíso e do medo do inferno,
todos consumidos, sem receio de contratempo.
Cabelo, busto, ancas, e aconchego de pernas fecundo,
negligentemente caindo em mãos sem governo.
(as minhas por demasia.)

Inchaço de amor de carne e dor deliciosa,
Ondulando na noite rendida.
Este é o núcleo – Após a criança nascer da mulher,
O homem nasce na fome viciosa.
É este o resumo de uma condição vencida,
A mescla do que é dado e do que se quer.

Tomado assim (vivo) novamente,
vejo minha alma reflectida na natureza,
mais longe através de uma névoa de ser,
que de tanto exalar perfeição ao descrente,
só pode ser uma de inexprimível beleza,
não sei mais que seja, senão tu, mulher.

By Casimiro Teixeira

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