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“CABARET” de Mefistus

Corpos deitados a meia luz, postados
Um Ser no silêncio do grande palco
De pé, de jaqueta vermelha e chapéu
O gargalhar como um troféu

Penumbras e sombras, pouca visão
O publico aguarda com excitação
os corpos mexem-se devagar, nus
Ouvem-se sussurros, gemidos crus

Impávido e expectante, no centro
em pé, por entre os corpos que mexem
O apresentador, olha o publico fixamente
Em breve começará o Circo Demente!

“Senhoras e Senhores,
Donas de casa, Doutores
Enfermeiras e Tenores
Poetizas e cantores
Poetas e encenadores

Mes dammes e messieurs:
Ladys And Gentlemans
Digo agora bem Alto
WELCOME TO CABARET!!”

As luzes acendem-se numa explosão de cor
Os corpos nus de bailarinas, rodeiam o ator
O actor salta para o inicio do palco contente
E o publico expectante, demente

“Podia ser a Broadway, ou uma Paris decadente
Podia ser o Rio ou Berlim, lisboa Sorridente
Podia ser No Porto triste, mas vai ser agora
Este espectáculo aqui no doce momento.”

Entra um casal de Actores
Ela recebe a luz na face, e sorri
Ele afasta-se, caindo de jolehos
Ela se aprsenta, sou Madame VIVI:

“Boa noite , sou a Madame Vivi
Uma cópia fiel da Lady Di
Loira e falsa burra, Mulher!
Dona deste Cabaret ou Bordel

Bem vindos a todos ver este show
Eu, mulher da vida agora rica
Sou empresária em nome individual
Para os Demais sou uma Puta Banal

Não apareço nas revistas, nem capa de jornal
Fui a outra que, voces homens não queriam
em casa, na cozinha com a voss mãe!
Mas vejam bem, tambem não levam sogra!”

O apresentador gargalha e vem o actor:

“Sou Gigolo Camarinha, das Anglaisses Ricas
Trago-as aqui ao bordel, para ter uns cobres
Bem sei que não é sitio de Nobres
Mas elas tambem não gostam de lordes”

Gritam as bailarinas, enroladas em falsos beijos:

“Sexo devasso, na Mente Castrado”

O apresentador:

“O Cabaret é um enorme circo
Pobres a fazerem de rico
Mulheres da vida, empresárias
Ao som do piano, Mulheres necessárias

Um Mundo á parte onde nos esquecemos
De quem somos ou fomos na vida
aqui é tudo oco e vazio
Mas garanto-vos nada Sadio!

Felatios e outros encores
Kamasutras e outros temores
Ladys e senhores
Gozemos estes momentos”

Batem palmas as bailarinas e gemem

“O Mundo é dolorosamente imperfeito
O sexo é puramente contrafeito
Os Chineses já o copiaram
Os Nepaleses o Negaram”

Ohhhh – Grita o Camarinha…Que Fuck!!

“Vamos cantando e rindo isto é um sonho”

Musica de Paris anos 30…

Os bailarinos simulam posições sexuais
O publico retira-se contrariado
mesmo talvez enojado

A cortina Baixa, num Teatro falhado!

welcome to cabaret old chap!!

Excerto da peça de minha loucura!

by Mefistus

One thought on ““CABARET” de Mefistus

  1. olá susana sou escritora de ficção e adorei esssas poesias. Já escrevi romances e publiquei apenas um, gostaria de publicar meus livros.

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