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“A nova revolução” de Clarisse

I

Proibido o despudor no poder
Enraizado e alimentado
Nas cabeças desumanizadas
Em objectos infrutíferos e efémeros.

Proibida a desfaçatez e a mascarada tez
Em obvia falsidade.

Proibida a crença nas imagens humanas
De mentes insanas
Carregadas de moral,
Neste universo perfeito de despeito.

Proibida a proliferação da peste
Que vomita adjectivos e ideais
De sonhos provocados e irreais.

Proibido a audição de gravações
Realizadas em directo
Directamente aos corações.

Proibidas televisões manobradas
Em manipulações internamente forjadas
Em diárias jornadas
Perfumadas de cravos
Transformadas em escravos
No fim da ditadura
E continuação da escravatura.

Que seja proibido
O uso da liberdade
Em abuso da idoneidade…!

Que seja proibido
Gravadores ambulantes
Fingindo‐se de pessoas
Se achando importantes.

By Clarisse

2 thoughts on ““A nova revolução” de Clarisse

  1. “Que seja proibido
    Gravadores ambulantes
    Fingindo‐se de pessoas
    Se achando importantes”

    Num mundo tão Fast-Food dos sentidos, em que tudo parece adormecido num botão de piloto automático ligado Clarisse, no seu modo terra-à-Terra traz a discussão num poema forte, bem construuido e perspicaz, como aliás é toda a escrita desta poetisa.Gostei!!

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