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“No Mundo do Faz de Conta” de Mefistus

No alto da ameia do castelo
o Ser Maléfico,todo de amarelo
esperava a vinda do heroi vermelho
para o fazer seu prisioneiro

Tum…Tum… Eis os imagináros tambores
A guerra Playmobil que agora começava
com bonecos rigidos de várias cores
no sorriso da criança que brincava.

Os olhos vidrados e imaginativos
os “maus” deviam ser vingativos
os “bons” deviam ser interventivos
No Mundo do faz-de-conta da criança.

Os lençois viraram rios,vales e montes
os cuidados com o grande enredo
eram ideias cativas em segredo
O petiz só queria diversão a montes!

A almofada era o enorme Castelo
do Vilão, o senhor amarelo
e de carros feitos de Lego
o “heroi” avançava em segredo.

O seu quarto era o seu Mundo
Doente de cancro, silencioso
nem a dor, conseguia impedir
o seu imaginário de sorrir

Guerras mágicas tidas em segredo
no leito tristemente postrado
com os bonecos de plástico
ele se esquecia da dor.

O riso de transbordante felicidade
na doença, a vitoria sobre a maldade
Enquanto pudesse sonhar e imaginar
seria o pequeno heroi azul

…Na cama a lutar!

(Dedicado a todas as “crianças” que lutam no IPO- Instituto Português de Oncologia)

by Mefistus

One thought on ““No Mundo do Faz de Conta” de Mefistus

  1. Olá Mefistus,
    O primeiro poema do capítulo “Pequenas estórias fugidias” do “Rabiscos de Alma”. A vida de tantas e tantas crianças…
    Beijinhos em todas elas!
    Saudações,
    Clarisse

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