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“Circulo Perfeito” de Inês Dunas


Há um infinito fundamentado por nós,
onde a voz é mais melódica e as visões harmoniosas…
Acredito que dormimos lá, muitas vezes…
Cerramos as pálpebras, damos as mãos
e o movimento elíptico da terra abranda…
Quem nos manda conhecer e amar tanto o outro lado?
Esse rosto apaixonado do nosso prazer,
não sabe dizer porque nos sabe tão bem a chuva…
Mas é no sopro dos nossos movimentos,
arqueados e ondulados,
que me encontro com a paz…
Há uma miragem nos teus olhos que me faz acreditar
que o impossível é apenas uma palavra triste…
Que existe no coração de quem nunca conheceu
a plenitude de uma caricia suave,
ou de um afago de pertença…
De que valem as palavras quando as línguas se conhecem
e se compreendem numa fluidez de gestos húmidos?
Há uma imensa planície à nossa espera,
onde todas as espécies nasceram e os elefantes
dormem pela ultima vez…
É feita de instantes nossos, momentos que não vês,
porque se entranharam na terra, para perpetuar a vida…
São agora crisálidas frágeis que voam em contra-luz
e tingem o céu das nossas almas na aurora do nosso principio…
Porque nascemos repetidamente,
dia após dia, em ânsias ágeis de reencontro
e todos os dias nos voltamos a encontrar, apaixonar
e perder…
Para nascermos em sonho, do inicio, eternamente…

 

by Ines Dunas

Há um infinito fundamentado por nós,
onde a voz é mais melódica e as visões harmoniosas…
Acredito que dormimos lá, muitas vezes…
Cerramos as pálpebras, damos as mãos
e o movimento elíptico da terra abranda…
Quem nos manda conhecer e amar tanto o outro lado?
Esse rosto apaixonado do nosso prazer,
não sabe dizer porque nos sabe tão bem a chuva…
Mas é no sopro dos nossos movimentos,
arqueados e ondulados,
que me encontro com a paz…
Há uma miragem nos teus olhos que me faz acreditar
que o impossível é apenas uma palavra triste…
Que existe no coração de quem nunca conheceu
a plenitude de uma caricia suave,
ou de um afago de pertença…
De que valem as palavras quando as línguas se conhecem
e se compreendem numa fluidez de gestos húmidos?
Há uma imensa planície à nossa espera,
onde todas as espécies nasceram e os elefantes
dormem pela ultima vez…
É feita de instantes nossos, momentos que não vês,
porque se entranharam na terra, para perpetuar a vida…
São agora crisálidas frágeis que voam em contra-luz
e tingem o céu das nossas almas na aurora do nosso principio…
Porque nascemos repetidamente,
dia após dia, em ânsias ágeis de reencontro
e todos os dias nos voltamos a encontrar, apaixonar
e perder…
Para nascermos em sonho, do inicio, eternamente…

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