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” Sublimação ” de Eduardo Pereira


 

Vês a aracnídea no vão?

Repara o visco no qual ambula desenvolta.

O que maquina enquanto cose?

Escutêmo-la:

“A privação; meio o receio de que não venhas…

Aí, mesmo incerta, eu reparo.

– Anseio por motivos:

Se és tu ou não, dá-se-me um; ei-lo:

a corda urge com a impropriedade que me é própria!

Então sei o quanto importas

E amo que saibas da nota avulsa de mim

E assim, com faixas limpas, envolto em óleo e seda,

Te venero, como aos seres reais.

 

 

by Eduardo Pereira

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