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“Acluofobia…” de Inês Dunas

 

Há dias que se fazem noites
e noites que são vendavais cansados,
onde me derrubo aos bocados em lágrimas…
São momentos breves que duram eternidades
dentro de mim e onde sinto
que estou cada vez mais só
e este nó na garganta me aperta mais do que devia
se quiser manter-me viva…
Então minto a mim mesma,
abraço-me e digo que tudo passa…
Mas sinto-me a tremer porque sei
que cada dor que me agita
me grita aos ouvidos que não aguento muito mais…
E o amor?
O amor anda ocupado a fazer bolas de sabão…
Cada vez que me aproximo dissolve-se no ar,
ou então deixa-se ficar a ver-me ao longe…
A envelhecer na agrura dos anos,
entre desenganos e desilusões de vidas
e de gentes revolvidas…
Porque a dor é para sempre
e o amor enquanto dura…

 

 

by Inês Dunas

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