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“As Dívidas Da Vida” de Fernanda Jabs

 

 

Muita dívida.
Dívidas estas que seu incansável egoísmo a fez acumular…
Tudo teve:
o sol,
flores,
a lua,
amores.
Nada retribuiu…
E nada agradeceu.
Enfim, ao júri superior hipotecaste tua alma vadia.
Hoje arrependida,
Pensa nos dias de tua teimosia;
Nos dias que disse não a felicidade e que preferiu um resfriado, este inocente resfriado que pedia apenas um carinho de mãe pra ir embora….
Tudo isso hoje late na tua vulgar consciência… E louca de tanta solidão chora, grita o nome daquele que a amou e se foi por causa do teu tamanho e mesquinho desprezo.
E como está acostumada a enxergar na escuridão, essa escuridão que já não te parece tão escura, olha em seu velho e opaco espelho, as rugas de expressão, as marcas que o tempo deixou…. e o estampado medo do mundo em seus olhos.
Tua vontade agora é morrer no mar…….
Assim faz.
Porque na verdade pensa que o mar em toda sua imensidão de águas límpidas, lavaria enfim tua alma, levando pra longe dos que a amara todo egoísmo que os fizeram sofrer…
Hoje não passa de uma mulher fantasma que enfim queria ser amada….
Apertar seu amado entre os braços, sufocá-lo de beijos, tocar seu sexo…
Amá-lo como só uma mulher fantasma, que adiou seus desejos enquanto viveu sabe amar….
Mas ninguém a vê…
Ninguém a nota.
Sofre com a saudade daquilo que não foi….
Daquilo que não viveu.
Mas sorri e se contenta com o playground que entre as nuvens brinca…..

 

 

by  Fernanda Jabs

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