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I’ll Always be Right There – 5º Capítulo

– Está tudo bem? perguntei ao rapaz que ainda era-me desconhecido.

– Está! – respondeu-me colocando o telemóvel no bolso e um braço em volta do meu pescoço.

– Tu larga-me.

– Ok, Ok.

Tivemos mais duas aulas. E no final fui logo para a república. Quando entrei no quarto, encontrei Annie sentada na cama a ler um livro.

– Estou cansada! – disse-lhe enquanto me arrastava pelo quarto até à cama.

– Agora vais descansar, já estamos no fim-de-semana. Logo queres ir sair?

– Acho que não, tenho de arrumar umas roupas e isso.

– Então eu fico também ajudar-te

– Combinado.

Durante as arrumações, o ambiente estava divertido, e quando o meu telemóvel tocou, instalou-se um silêncio. Era um número desconhecido.

– Annie conheces? – perguntei, mostrando o meu telemóvel.

– Hum, não, mas atende para veres de quem se trata. Quando atendi do outro lado da linha não se ouvia nada e então comecei.

– Estou!

-Trancinhas, Olá!

– Ai que raiva! Como descobriste o meu número?

– Tenho as minhas fontes.

– Que queres?

-Era só para dizer que preciso de encontrar-me contigo, mas hoje não vai dar. E queria saber quando?

– Na escola, não chega?

-Oh não sejas assim. No domingo de tarde dá?

– Tem mesmo de ser.

-Tem.

-Está bem, domingo depois de almoço no café “Três Fontes”.

– Combinado, trancinhas, vou ficar à tua espera.

Não respondendo, desliguei-lhe na cara. Annie  curiosa perante a minha conversa perguntou-me:

– Quem era para te deixar nesse estado?

– Oh era um parvo que me persegue todos os dias na escola.

– Hum, ainda vai dar coisa.

– Claro que não.

O dia tinha parecido mais comprido do que os outros, e estava muito cansada. Acabámos por ir dormir mais cedo do que o habitual. Eram duas da manhã, quando acordei, não sabia muito bem porquê, mas talvez por preocupação com os estudos. Levantei-me e fui tomar um copo de leite. Enquanto descia as escadas que davam para a cozinha ouvi uns barulhos vindos de lá, mas talvez fosse um outro aluno. Liguei a luz da cozinha, e ninguém se encontrava lá, peguei num copo, abri o frigorifico, e enquanto enchia o copo, distraída nos meus pensamentos e meia ensonada, fui surpreendida por alguém que me tapou a boca. Tentando soltar-me deixei o copo cair ao chão, e com o susto todos os habitantes vieram ver do que se tratava.

Atomicbomb

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