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I’ll Always be Right There – 2º Capítulo

Mais uma vez sentara-me distante do resto da turma, e pelos vistos não era só eu que distanciava-me, o rapaz que veio contra mim sentara-se também na mesma fila que eu mas igualmente distante.

Nisto ouvi alguém a chamar:

–    Pssst!

Não fiz caso, e passado alguns segundos retomou:

–    Pssst, olha para mim por favor.

–    Que queres? Não vês que estamos a meio de uma aula.

–    Não tens um lápis de minas que emprestes?

–    Atrasado e ainda por cima não traz o material – suspirei

–    Oh, anda lá, tens ou não?

–    Tenho, toma lá! E atirei-lhe com o lápis.

O professor apercebendo-se de algo e perguntou:

–   Ei! Ai ao fundo, passa-se alguma coisa? Namorar é lá fora.

–   O Stôr desculpe mas não estávamos a namorar… – desculpei-me

–    É Stôr – conclui o rapaz

–    Não quero saber de mais conversa, à próxima, e podem sair, para estarem mais à vontade.

Depois de o professor nos chamar atenção troquei um olhar de repreensão com o rapaz, e ele retribui-me num sorriso.

Ao sair da sala o professor chamou por mim e pelo rapaz em privado e pediu para que não voltasse a acontecer de novo uma troca de palavras durante a aula. E nós respondemos que nunca mais voltaria a acontecer.

Já no exterior da sala, o rapaz acompanhou-me até à saída.

–    Desculpa ter causado tudo aquilo na aula, logo no primeiro dia de aulas.

–    E estás à espera que eu te desculpe? Nem penses. Agora vou ter fama de má comportada por causa das tuas atitudes.

–    Achas?

–    Tenho a certeza. Não viste o prof a mandar as bocas.

–    Sim, já lhe ganhei alguma raiva. Também não foi caso para tanto.

–    Não, não, não. Claro que foi. Estamos na faculdade não estamos no jardim-de-infância.

–    Ai não? Então estás enganada! Essas tuas duas trancinhas diriam que estás no jardim-de-infância.

–    És tão estúpido. Vou-me embora.

–    Espera. – agarrou-me no braço. Estava a brincar. – disse-me olhando nos olhos.

–    As brincadeiras têm limites, por isso larga-me – ordenei-lhe empurrando-o.

Quando já estava com alguma distância dele. Ouvi um grito dele.

–    Até manha!

Olhei para trás e ele acenou-me com a sua mão direita e sorriu passando a seguir o caminho oposto ao meu. Eu não lhe fiz caso e fui embora.

ATomicbomb20

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