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I’ll Always be Right There – 1º Capítulo (Estreia)

As férias de Verão tinham terminado e estava prestes a começar uma nova etapa da minha vida, na faculdade.

O primeiro dia de aulas não tardou a chegar e sentia-me completamente nervosa. Era segunda-feira e sabia que dentro de uma hora teria de sair de casa para apanhar o autocarro para puder chegar à escola.

Ir para a faculdade foi sempre algo que fez parte dos meus planos para o futuro, tinha lutado muito para conseguir um lugar no curso que desejava, Gestão de Recursos Humanos, e entrar no estabelecimento que escolhi não foi propriamente fácil.

Durante a viagem de autocarro com destino à Universidade, senti um friozinho na barriga, e tinha as mãos completamente geladas. Tentei abster-me deste nervosismo todo, ouvindo música no mp3, mas de nada adiantou, todas as minhas atenções estavam voltadas para o primeiro dia de aulas.

Ao sair do autocarro deparei-me com um ajuntamento de pessoas, aparentemente mais velhas do que eu, que se encontravam à entrada.

Sem fazer muito caso aproximei-me do portão de entrada e verifiquei que no meio daquelas pessoas encontravam-se dois rapazes e uma rapariga que estavam a ser riscados com um lápis preto na face.

De repente senti-me ser puxada para junto deles por um aluno que era sem dúvida um frequentador daquela escola há já algum tempo. E riscaram-me igualmente a face. A princípio achei alguma piada, mas depois quando soube que tinha de ficar assim todo o dia, toda a piada desvaneceu.

A primeira etapa já estava ultrapassada, a entrada. Depois seguiu-se a primeira aula. Foi basicamente uma aula de apresentação. A minha turma era enorme, em relação à minha turma de 12º ano, éramos ao todo 32 alunos.

Sentei-me um pouco distanciada dos outros, ainda não conhecia ninguém. Mas um aluno que chegou mais tarde à aula fez-se entrar, desculpando-se pelo atraso e sentou-se à minha frente. A aula prosseguiu normalmente e no final, quando estávamos a sair da sala, o aluno que chegou atrasado apresou-se a sair com um ar atrapalhado e não viu que eu vinha a descer as escadas e nisto ao colocar a mala castanha do seu portátil ao ombro, virou-se repentinamente para trás e chocou comigo e acabou por deixar cair umas fotocópias ao chão.

–    Desculpa! – Disse-me ele.

–    Estás desculpado mas para a próxima vê por onde andas. Queres ajuda?

–    Não está tudo bem. Afirmou ele enquanto apanhava as fotocópias do chão.

No breve intervalo não socializei com ninguém. Então decidi conhecer melhor as instalações.

No exterior avistei um banco, e fui até ele para descansar um pouco. Mais uma vez estive a ouvir mp3 e a sentir o vento atravessar-me a face. Com aquela magnifica sensação depois de tanto nervosismo, inclinei um pouco a cabeça para trás e fechei os olhos. E por breves instantes senti uma calma invadir-me o corpo. Quando voltei novamente a cair no real, abri os olhos e vi que há minha frente, mas distante, encontrava-se o rapaz que tinha chocado comigo na sala, sentado no chão com as pernas “cruzadas”, teclando no seu portátil, e ouvindo mp3. Não sabia se ele também havia reparado que eu ali estava, e não queria que ele o soubesse, então saí dali e dirigi-me para o pé da sala da próxima aula.

by Atomicbomb

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