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“Qual o Sentido da Existência Humana? ” de Adriana Bugalho

Não conseguimos viver sem o outro. Respirar, estar, é outra conversa, (sobre)viver é para os conhecedores dos labirintos da vida, para os que ambicionam percorre-los, para os quais se tornaria impensável viver sucumbindo numa redoma. Poderíamos até consegui-lo por um, dois, três meses é certo, mas o mais que juntássemos a isso levar-nos-ia à loucura.
No entanto, o derradeiro abismo entre dois seres, não provém da distância física, mas sim da distância espiritual.
À primeira instância o outro é alguém misterioso, parcial, desconhecido. E, por incrível que pareça, o que nos atrai é isso: o desconhecido, a vontade, o amor, a ânsia pela descoberta, ao contrário de outros tempos, em que o desconhecido era sinónimo de medo, de repulsa.
O fascínio pelo oculto manifesta-se em nós desde princípio, revelando-se no permanente estado de ansiedade, de insatisfação com o que já existe.
Começamos a preferi-lo sem nos apercebermos disso, tornamo-nos insaciáveis, sempre com a sensação de querer partir para outro lugar, onde o que nos espera é totalmente inesperado.
Juntamente a este fascínio pelo oculto, surge o que nos movimenta, o que nos faz querer, desejar, o que nos prende com a maior liberdade que se possa imaginar, o que nos fazer sofrer, o que nos faz sorrir, o que nos impulsiona, o que nos faz criar laços, o que nos permite cativar e ser cativado: o Amor.
É um erro quando se pensa que o amor apenas existe entre um casal. O Amor manifesta-se nas mais diversas coisas, no pormenor mais ínfimo do dia-a-dia.
Vivemos à procura dele, em qualquer lugar, a todo o custo, como se de uma necessidade básica se tratasse. Procuramo-lo! No futuro, na página que se segue.
Povoamos o desconhecido de expectativa porque afinal o que não nos é perceptível ao primeiro olhar é o que nos predispomos a explorar.
Não sabemos o que nos espera na porta a seguir, a curiosidade desperta-nos os sentidos, a vida e o nosso papel existencial nela, torna-se uma certeza pelo prazer que teremos em descobri-la.
Assim, só os merecedores da vida ousarão desmistificá-la.

by Adriana Bugalho

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